segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Surpresa ótima

Qual foi a surpresa quando eu recebi o seguinte torpedo:

"Sua câmera foi encontrada no carro, finalmente. Espero q ainda não tenha comprado outra. O carro está em SP, o fulano ligou avisando".

É engraçado pensar que a câmera digital ficou por três meses perdida dentro do carro do Beto. Eu já estava me preparando realmente pra comprar uma nova, e diante disso, confesso que fiquei com uma cara de bobo, por alguns dias. Era a minha câmera, a que eu tinha escolhido e comprado depois de uma viagem da qual só tenho boas recordações.

Ele havia se manifestado duas semanas antes, por msn. Eu fiquei feliz, confesso, com o contato, mesmo virtual. Tenho um carinho grande por ele. O que é raro com meus ex-namorados.

Marcamos de eu reaver a máquina mas, infelizmente ele teve uma reunião de última hora no trabalho e não nos vimos, peguei-a com a recepcionista da empresa dele. Ficou um pedido de desculpas por torpedo.

"Desculpa não ter te esperado. Espero poder te ver em breve. Abraço."

A nova estréia da câmera ocorreu num almoço na casa de amigos e logo em seguida na inauguração da árvore de natal da Lagoa, e que compartilho agora com vocês...

video

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Inferno Astral.

(...) Acontece antes do aniversário. Os 40 dias antes da data de nascimento. Seria como um teste aplicado pelo universo. Nesse período perdemos a razão, o equilíbrio, nos irritamos com muita freqüência, nos tornamos muito chatos e parece que dá tudo errado.Os ciclos astrológicos são estágios de desenvolvimento e, no final de cada ciclo, geralmente é marcado por agitação, mudanças, instabilidade, insegurança. Isso acontece porque no final do ciclo, estamos com as nossas energias esgotadas, é como se a nossa pilha estivesse no fim. Ao iniciar um novo ciclo, as nossas baterias se recarregam e temos força novamente para seguir mais um ano, é a época do renascimento. (...)

signosdozodiaco.com

Não sei se esse papo de Inferno Astral é coincidência, acaso, destino, ou apenas suscetibilidade, como diria meu amigo Rick. Percebi, no entanto, que esse último mês foi meio complicado pra mim. A falta de grana juntou com a saudade da relação com o Beto, insatisfação com o trabalho e ainda um sentimento de inércia, tomando conta dos meus dias quase que me levando à depressão. Foi f...

Tenho um casal de amigos que, sem eles, teria me entregado legal. A eles devo muito de mim, de saber quem realmente sou, de me aceitar melhor. De ter aprendido nesses três anos em que nos conhecemos a ser de verdade eu.

Não um eu marrento ou chato, mal educado ou vingativo, mimado ou egoísta (embora esses dois últimos atributos transpareçam um tanto - ranço de filho único, sabe?). Essa definição do ser eu me atormentou mesmo nesses dias. E a cada conselho, cada chamada de atenção, aprendi muito e aprendo mais, cada dia.

Nem sempre o aprendizado é imediato.
Entretanto esse eu de quem falo tem se esforçado bastante.

Esforçado em ser alguém mais leve e de bem com a vida, conseguindo lacrimejar de tanto rir, esquecendo por momentos todo esse papo de Inferno Astral.

E dentro de sete dias chega ao ao fim.
Finalmente.

***Desculpe a ausência, tive que regar o comigo-ninguém-pode,
que convenhamos, tava precisando...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Como um anjo caído

A relação com o Beto começou de maneira leve, sutil e assim se manteve por um tempo.
Excetuando-se a DR do início, a relação fluía da melhor maneira possível.
Nem mesmo a perda da minha cam, que eu amava pela liberdade de registrar qualquer momento que eu quisesse na hora em que bem entendesse, havia me abalado.
Nada mais importava quando eu estava com ele.

Infelizmente não estou mais.
O “temos nos visto pouco” do último post virou “muito pouco, quase nada” e os ruídos na comunicação se tornaram estrondos. E é exatamente isso o que ocorreu: Falha na comunicação.
Sentamos no Vanilla Café da Av. Chile pra conversar a respeito. Não houve briga, discussão, atrito. Nada. Se houvesse, talvez fosse mais fácil pra mim.
O fato de não termos nos falado direito no decorrer daqueles quinze dias nos distanciou.
Sinto falta agora de tudo o que a gente não fez: não fomos de BH à VIX de trem. Não fizemos nosso tour cultural pelo centro do Rio. Não exploramos Santa Teresa ou o Ibirapuera. Não fomos a uma típica cantina paulistana.
Não comemoramos o namoro de um ano, de cinco anos, de dez anos. Tudo isso não existiu. E dói saber que nem vai. Embora eu confesse que queria. Muito.
Resta-me agora esperar que o tempo se encarregue de passar o mais breve possível até que possamos como ele mesmo me disse em um dos muitos torpedos:
Mais tarde, a gente pode ser amigos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O plano

Quando completamos um mês que nos conhecemos, tentamos jantar fora.

Acontece que eu tenho um atrito sério com o relógio e meus compromissos. Meu dia nunca tem as 28 horas normais que deveria ter. Me enrolo legal, mesmo. Daí acabou não acontecendo.

Liguei, me desculpando pelo horário não cumprido e recebi esse torpedo:

"Ok... Achei que vc queria jantar pq tá fazendo um mês... Mas a gente vai outro dia. Boa noite."

Claro que o motivo era esse. Não deu certo, parti pro plano B.


Seqüestro matinal.

Posso subir? Estou aqui embaixo no seu prédio.

Eram 8h da manhã do dia seguinte. Levei-o pra tomar café no Windsor da Cinelândia. Papo vai, papo vem, perguntei se era isso mesmo que ele queria, levar uma relação, se curtia estar comigo, e expliquei o porquê da pergunta, baseada em minha última relação que se arrastou por não haver diálogo a respeito.

Ele respondeu-me que sim, que era isso realmente o que queria, que estava curtindo estar comigo, sim. Terminei o café com um "Feliz Aniversário de um mês, então."

À noite ele veio dormir comigo. E eu viajei a trabalho feliz da vida.

Isso tem quinze dias, e devido ao meu trabalho temos nos visto pouco. A saudade aperta e quer pular pela boca.

Exatamente como agora...

sábado, 10 de julho de 2010

Angeli

Eu o apresentei ao meu mundo na estréia do Brasil na Copa. Refiro-me meu mundo tudo o que faz parte do meu cotidiano. Meu prédio, meu ap, meus amigos. No último fim de semana foi a vez dele. Na comemoração do seu aniversário, o Beto apresentou-me o próprio mundo.

A festa, uma reunião intimista dos amigos em Sampa, foi excelente. Fora um único contratempo no final da noite. Nada que um "esquentar de cobertas" não amenizasse. O feedback foi imediato. Após o "esquenta" ele mencionou que os amigos me acharam agradável e sociável. E que teriam intimidade suficiente pra me criticar caso necessário. Ponto!

Confesso que estava inseguro temendo ficar deslocado ou sem assunto. Entretanto o rol de amigos dele é bastante diversificado e assunto ou ambiente não me faltou em momento algum. No dia seguinte senti-me acolhido pelo amigo e ex dele num abraço sincero sem despedidas ou boas-vindas como pretexto.

Fomos então à Feijoada de Aniversário de um deles em uma chácara uma hora distante do centro de Sampa. Tarde única. Clima ameno, boa bebida, comida preparada pelo anfitrião num chalé todo pensado para o conforto do casal juntos há 25 anos.

Percebi, já de volta ao Rio, naquela cama imensa dele que meu anjo, além de olhos azuis, usa barba. E tem um sorriso lindo.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

No princípio, o CAOS

Eu nunca fui muito de acreditar em signos.

Tath – a encarnação humana da perfeição divina em um corpo de mulher – trouxe a mim outro lado dessa crença até então mistificada: um lado que eu ignorava e, justamente por ignorar, desconhecia.

Foram seis meses num estado ébrio somado ao amor que eu nutri por ela, facilitando essa imersão num universo astrológico que eu sequer sonhava existir.

Poesia à parte, eu passei a me (re)conhecer enquanto escorpiano e aos geminianos de maneira ímpar. Hoje leio com freqüência o horóscopo e prefiro O Globo ainda mais depois da repaginada recente do referido jornal no que concerne a esse ramo da Astrologia.

O Beto é canceriano.

Complexo.

Teimoso.

Carinhoso, grude mesmo.

Nem por isso, menos lindo.

Ao 4º dia de relacionamento a gente começou a discutir por MSN.

Ele quebrou o gelo (e a mim) no 5º dia com o seguinte torpedo:

“Saudade do seu sorrisão.”

Liguei pra ele e parecemos nos acertar. Doce engano.

Foram necessários mais de 50 minutos de papo ao celular no 6º dia à noite pra desfazermos falhas na comunicação.

No 7º dia, festa da empresa dele. Eu fui ao Teatro. Não nos víamos desde o 4º dia, durante a divergência de opiniões. Novo distanciamento.

No 8º dia eu planejava tomar café da manhã e passar o fim de semana com ele. Matar saudade. Era sábado e completaríamos uma semana desde que nos conhecemos pessoalmente:

“Bom dia! Fiz balanço da 1ª semana e percebi que houve muitos momentos de frustração e ansiedade. Pela nossa saúde prefiro parar por aqui. A gente pode ser amigos mais tarde. Tô voando pra SP agora. Fica bem. Bjs".

Não recordo de ele ter-me dito que era médico...

Contudo àquela altura nem sabia se o queria comigo dada à complexidade e à problemática da 1ª semana. Se eu agi certo, não sei. Passei num SMS o endereço desse jardim aqui. E logo em seguida, acrescentei:

- Pergunte-se após ler o texto quem ganhou quem.

Esgotei meu saldo de torpedo da operadora telefônica tentando explicar, sem admitir, que eu estava apaixonando.

Ontem à noite não admitir seria no mínimo idiotice afinal, já estava estampado no meu sorriso.

Fui buscá-lo no Santos Dumont.

Minhas bagagens.

A mochila dele.

Uma Gérbera de castigo num vaso lá de casa desde a manhã da véspera, quando completamos uma semana.

Um beijo intenso no táxi.

Ap. dele. Dois corpos nus e exaustos, numa cama imensa.

Nada mais importa.

Nada mais existe.

No princípio era o CAOS.

Deus criou o cara e viu que era bom. Muito bom, mesmo.

domingo, 13 de junho de 2010

Presente

Estou recém-saído de uma relação que não teria futuros, por eu não me sentir atraído pelo cara. Entre outros fatores por ele ser um pouco afeminado. Sendo que, o pouco dele era muito pra mim. Tentei relevar isso em consideração ao caráter dele, ao fato de ele me tratar super bem, enfim, pela pessoa que tinha sido comigo.

Infelizmente, não fluiu.

Meio que contaminado pela onda de “Odeio dia dos namorados”, catalisada por uma festa na sexta-feira que não rolou por falta de quórum, passei o resto da minha semana.

Solteiro sempre nessa época e esse ano, há apenas dez dias, percebi que nunca ganho presentes. Nunca recebo nenhuma daquelas porcarias adoravelmente românticas que dão cria nas lojas em junho.

Resolvi encarar o fato com bom humor e uma pouco de ironia, colocando a frase no MSN. Recebi propostas de um test-drive de 24 horas prorrogável, dependendo da sintonia. Típica situação É zoação (mas, se colar...).

A outra proposta soou como mais uma REAL qualquer, mesmo que sem essa intenção: “Um contrato de aluguel onde o pagamento não é em dinheiro, e que pode ser renovado”.

Já estava decidido a tacar pedra em casais de namorados, quando recebo um torpedo.

“Tudo bem com vc? O q tem de planos pra hj?

Era um cara que vi na cam outro dia pela NET e, interessante, me chamando o tempo todo de lindo e enchendo o escorpiano aqui de elogios, e uma pequena dose de ciúmes. Com menos de 20 minutos de papo ele já me perguntou quando poderia me conhecer. Ponto!

Mais objetivo impossível, né?

Liguei. Iria fazer um programa Cult com uns amigos no fim de tarde e assim que estivesse livre, ligaria pra ele, isso por volta de 20hs.

Fizemos um tour noturno pela Lapa,... conversamos muito mesmo pra tentar se conhecer... Até que enfim, ele me convida pra ir ao ap dele no Flamengo.

Pegou minha bala com um beijo no meio do metrô. Não foi nenhum beijo de cinema, entretanto, mais que um selinho. Constatando que eu não teria coragem de fazê-lo à primeira vez, me devolveu quando eu o beijei de volta.

Hoje à tarde, troca de torpedos:

“Bom dormir com vc. Fiquei com gosto de quero mais”.

Reafirmo: vc pode o q quiser...

“Quero vc perto de mim logo. Sou seu”.

Like Jason M’raz?

E prossegui meu dia, lembrando o que ele me disse ontem à noite, antes de dormirmos abraçadinhos:

“Feliz Dia dos Namorados, lindo”.

domingo, 6 de junho de 2010

Coração Pirata

Aperte o play e comece a ler.

Estranho como em um momento você é o cara especial, aquele que estará seguro nos braços dele, e a quem ele jamais irá desapontar, que irá fazer todas as vontade, e no momento seguinte, "por ironia do destino", como ele mesmo coloca, as suas chances com ele são ZERO.

Assim mesmo, em letras garrafais. ZERO, nada, niente, nothing.

Todo aquele blá blá blá, de touro e escorpião, REDUZIDOS A PÓ.

Nessas horas que você percebe o preço cobrado pelos outros que a própria alma já havia adivinhado: Estar sozinho.

O que me resta? Fazer o que todo Escorpiano sabe de melhor. O Coração refeito do baque, toma tudo pela frente, e escolhe o novo candidato a digníssimo.

Busque outro porto, Pirata meu, que seja feliz na escolha e que longevo enquanto durar.

Não esqueça de regar o trevo, que por sinal, tá precisando...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Vamos fugir...

Estranho como a fuga sempre foi uma constante em minha vida. Fuga da minha vida, da minha família , de casa, da minha mãe, do meu padrasto. De mim.

Isso se torna extremamente complicado porque você descobre que fugir de si é impossível.

Há uma semana discuti com minha mãe. Discuti feio. Dedos foram colocados em feridas e, isso é dificílimo porque, porra, eu não queria que metade daquelas coisas tivessem acontecido.


O Loui tinha me convidado pra casa dele e eu havia negado, tinha ficado putinho. Pirraça. Birra. Mas de repente ele passa a ser a melhor opção pra minha fuga naquele momento. Deixei ela em casa com uma vizinha que tagarelava e que foi testemunha da troca de farpas (por assim dizer). Fui lá com o Loui, esquecer um pouco da minha vida. A gente beijou, ficou, namorou, aconchegou, fodeu.

Comemos lasagna, rimos. E depois a fuga termina porque eu tive que voltar pra casa. Ela me estende um pedido de desculpas, aceito. Não sem antes outra troca de gentilezas. De eu dizer o que acho estava errado, do meu anseio pela fuga; e baseado em que eu fugia.

Foi sempre assim. Tardes e tardes intermináveis na casa de vizinhos, ou jogando bola, subindo em árvores pela rua de casa. Esquecendo de mim, ou cuidando um pouco mais de mim.


Porque, simplesmente, não havia uma melhor opção.

segunda-feira, 29 de março de 2010

1, 2, 3, un pasito bailante...

Rick Martin isso, Rick Martin aquilo, bla, bla, bla.

E me pergunto: Qual a novidade?

Tava na cara que Rick Martin, ex-Menudos, sucesso na década de 80 e que partiu para carreira solo como tantos outros ex-integrantes do famoso grupo que povoava os sonhos mais torpes da adolescência daquela sua tia bee, (considerando que você tenha uns 20, 25 anos - tá bom, vamos desconsiderar esse lance de idade para o bem da blogaysfera).

Pois bem, tava na cara que ele era gay, um tanto canastrão até, como são todos aqueles cantores que parecem saídos de um filme de Almodovar, com aquele caliente sotaque portenho só faltando a capa e a espada do Zorro ou aquele bigodinho cafa pra roçar na sua nuca.

Só porque a amiga foi ultra moderna e assumiu no seu blog oficial?

Porque ela é muito cult e tá escrevendo um livro de memórias, e usou isso como pretexto pra sair do armário na web, para milhares e milhares de fãs e leitores aflitos e afoitos?

Faça-me o favor.

Isso, pra mim é atitude de bee decadente que já foi muito famosa e tá desesperada para ter novamente atenção dos holofotes do showbizz, um pouquinho do gramour, como diria Lady Kate:
- "Quequié? Tô pagano!!!!".

Na falta de algo melhor, a imprensa cai em cima: "Foi um processo muito intenso, angustiante, doloroso mas também libertador". Como se não fosse pra tantas outras amigas nossas. Só porque ela é famosa, pra mona loira é diferente? Se enxerga, viado! E outra, como diria o Rick (Silva) amigo meu já citado por aqui outras vezes: Incomodada (leia-se angustiada, também) ficava sua avó porque não existia Tampax®.

1, 2, 3, Un pasito pra tras.
As amigueenhas de hoje tão muito mais liberais nesse lance de armário. Depois da moda Emo, que pra mim não passam de new gotics com direito a chapinha, tudo ficou mais fácil. Agora existem até os heteroflex, novo rótulo pra os bissexuais não-enrustidos, que transam com outros caras mas que trepam com mulher também. Só é doloroso hoje em dia pra os enrustidos como peixinho da atual edição do BBB o qual teve o cérebro consumido pelos anabolizantes, e que acredita entre outros absurdos na imunidade dos heteros ao HIV. Pobre criatura.

Aproveitando isso, ajude a eliminar esse peixe do aquário (entenda-se circo) apresentado por Bial, outro que "só não é bee por preguiça" como diria um outro amigo meu, Aredes, votando aqui. O peixe, kaôzeiro chega a declarar que foi humilde (gargalhadas), e usa a família como desculpa e necessidade. A lôra falsa diz que chegou a subestimar a dificuldade do jogo de intrigas da casa, e alega que uma mulher ganhadora seria uma coisa. Ameega, acorda, as mulheres só não ganham o programa, porque tão muito preocupadas em gerar intrigas e discutir por coisas fúteis. O já gostosão Cadu, no meu modo de vista (parafraseando Bambam) merece ganhar porque além de ser um fofo, gostoso, carismático, foi sincero em dizer que viveu o BBB, jogou sim, mas aberto, e confia no público que tá vendo tudo.

Vai lá moreno, ganha o prêmio, assume no blog que é bee e casa comigo, porque bees invejosas querendo a sua grana não vão faltar.

Beijo Rick (os dois, Martin, e Silva).

...Viva la vida, a locka...

- Quer água, meu jardim? Essa conversa toda me deu uma sede...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Veni, vidi, vici

Meu condomínio sempre esteve em obras.

Que eram de fachada eu sempre soube, só não sabíamos até que ponto iria a corrupção do antigo síndico.

Descobrimos, entre outras irregularidades que o prédio não paga há muito tempo o fornecimento de água.

O "Cínico" tentou me retaliar, criando acusações e sendo pejorativo. Homofóbico, até. Farei uma queixa crime e abriremos um processo.

Decidimos por uma comissão administrativa e destituímos-o por votação na assembléia anual.

Vencemos, agora temos um novo recomeço.

Uma empresa de Internet banda larga e tv a cabo avalia essa semana a possibilidade de um pacote coletivo para as 32 unidades.

O primeiro passo foi dado.

Inicia-se a caminhada.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Casamento? No dos outros, refresco.

Ele é casado.

O meu israelense por ascendência Any Samear me revelou ser casado.

O 007, espião que me amava, descendente direto do holocausto pois, seus avós sobreviveram ao grande massacre, que me xinga em hebraico a cada vez que goza comigo, me disse: Sou casado.

E não é com uma mulher o que, embora difícil de lidar, ainda assim é aceitável. Any é casado com um homem, o que torna a concorrência desleal.

Não fiz planos, meu jardim, mas confesso que ele é apaixonante, tanto que o cheiro do perfume dele que hoje eu descobri ser o Black XS, ficou impregnado na minha memória. Hoje, esse cheiro veio à tona junto com um monte de sentimentos até então inimagináveis. Não tenho ciúmes, longe de mim, mas não seria nem um pouco ruim se pudéssemos conviver na ponte aérea. Conheço casais que se dão muito bem assim.

Ou então espero por três anos, tentando conquistá-lo, valendo-me da ponte aérea a cada 15 dias, para me fazer presente. Digo três anos, porque é quando a empresa dele, prestes a ser aberta, estabiliza e ele muda de vez pro Rio. É quando o contrato vence.

E te pergunto, meu jardim:
- Vale a pena?

Estou com ele aqui em Sampa e daqui a pouco sairemos, vou conhecer a Paulista, Frei Caneca e Vila Madalena. Tenho que evitar pensar nisso. Ao menos hoje à noite.

Quer água, meu jardim?
Porque eu preciso de um bom banho pra tentar esquecer isso agora.

terça-feira, 2 de março de 2010

Cachorro sem coleira.

Embora eu seja muito, mas muito cachorro mesmo, do tipo cachorrão na cama, e sarcástico na vida social, eu sou muito fiel.

Mas não tolero coleira.

Digo porque não tolero ciumezinho barato, do tipo sem motivo ou ainda sem noção. Enzo foi assim. O cafuçuzinho de meio metro cearense pagou pra ver. E pagou caro.

Sou muito carinhoso na vida social e na vida a dois, como todo namorado deve ser. Tipo me desmancho quando sou bem tratado, mas sou cachorro vira-latas, que gosta de lixo, que olha tudo em volta (e todos), entretanto fiel ao dono. De ter ciúmes de cão. Mas por não demonstrar, aparento não ter esses ciúmes todos.

Sou parecido com Mutley, rio por pouco, mas sei também resmungar quando acho que algo está errado. Os candidatos ao posto de digníssimo conhecem bem esse meu lado cheio de sarcasmo e quase um humor negro. Dizem que eu sei ser o pior dos canalhas quando eu quero.

Infâmia.

Até sei, mas quando quero. Dizem que é mais forte que eu. Tá bom, confesso. Às vezes, bem às vezes, sim.

Quer um copo d'água, meu jardim? Eu preciso de um banho quente. faz frio esses dias no Rio. Você deve estar adorando né?

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Tipo exportação


Aperte o play e comece a ler.

Estranho como se demora tanto tempo pra achar alguém legal, bonito, disposto a um relacionamento a dois, certinho, dentro dos padrões de monogamia e fidelidade raros na vida gay/bi. Mais estranho ainda o quanto esses momentos são efêmeros.

O Loui estava me levando nesse caminho a dois. Eu mencionei do meu emprego, de passar um mês viajando a trabalho, de repente três, e mais raro porém possível, seis meses viajando a trabalho.

Estopim. Junte isso a oportunidade dele viajar a trabalho num cruzeiro.

Trinitrotolueno. Nitroglicerina pura.

Sexta ele deu a desculpa de que sábado dobraria de horário na loja onde trabalha. Sábado à noite alegou cansaço e que não seria boa companhia a ninguém.

Mandei um torpedo: "Tá tudo bem, mesmo?" E liguei no celular do melhor amigo dele. Ele disse estar sem crédito, falou da tal entrevista para o trabalho do cruzeiro e tal. Acrescentou que dadas as circunstâncias, ele podendo se distanciar e eu mais ainda, pra que não ficasse mais difícil no futuro não nos ferirmos com um possível término. E que também tava focado na carreira e tal.

Complexo.

Atenuou, ou melhor, tentou atenuar dizendo pra eu não sumir, não ficar sem se ver mas, te confesso, meu jardim, que eu já estava me envolvendo, e não sei lidar com essa de se ver, se curtir sem se envolver. De ficar sem ser possível se amar.

E ele nem chegou a conhecer os meus segredos...

Quer água, meu jardim?

Eu preciso de um bom banho...
* * *



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Casamento?

A Pietra era com aquele poema Eu te Amo Muito do Paulo Setúbal:

De todas que me beijaram
De todas que beijei
De todas que me abraçaram
De todas que abracei
São tantos que me amaram
São tantos que amei
Mas tu (que rude contraste)
Tu que jamais beijastes
Tu que jamais abracei
Só tu nesta alma ficaste
De todas que eu amei...

Nesse clima de amor platônico nós crescemos, trilhamos nossos caminhos. Ela menos que eu.

E qual a surpresa em saber, quase sete anos depois que o sentimento meu também era correspondido. E que só não fora concretizado porque eu era o príncipe encantado da irmã dela. Olha só que viagem!

E nós quase ficamos. Eu não avancei um beijo porque, sendo eu morador agora de outro estado, não queria que falassem dela como tive certeza que falariam de mim, que eu ficaria com ela, e depois iria embora sem ao menos olhar pra trás e nem pra ela que largara do namorado pra ficar comigo.

Eu priorizei minha faculdade e ela tinha planos de vir pro Rio morar comigo. Sem condições.

Brigamos, ela voltou pro ex e agora, soube que ela terminou e anunciou que vem ao Rio pra morar com a irmã.

Sinal dos Tempos?
* * *
A gente morou e cresceu na mesma rua...
Convite de casamento; Gian e Giovani

sábado, 30 de janeiro de 2010

Virgem

A minha útima namorada era virginiana.

Por isso mesmo, visceral ao extremo. Foi a única que abertamente soube da minha condição de ser bi. Numa bela noite, eu, atacado, cheguei pra ela e perguntei:

-Você quer mesmo namorar?

Estávamos decidindo se reatávamos namoro ou não. E descarreguei todas os motivos por eu ser bi. Ela não aguentou. Depois da discussão saiu da minha casa irada, retornando, dias depois.

Pra minha surpresa e espanto geral da nação ela topou.

O que maias a incomodava, no entanto, não era o fato de eu ser bi. Ela tinha medo que eu a usasse de fachada, transmitisse doenças a ela, que eu fosse promíscuo, ou ainda, que eu me apaixonasse por outro cara e a trocasse por esse suposto ele.

Situações infundadas, claro. E naquela época o que me orientava nesse setor homo da minha sexualidade era pura e simplesmente o tesão.

Houve um estopim para o término.
Ela, num ataque de fúria, querendo discutir relação e eu a estava evitando, me xingou de viadinho pra baixo, no meio da rua, quase em frente ao nosso prédio. Apertei o passo e a deixei falando sozinha. Não havia o que argumentar com uma mulher irada me xingando Às 19h em via pública.

Daí em diante não houve mais clima a não ser pra algumas transas casuais que não foram muitas.

Ela pediu desculpas perante a espiritualidade que a incumbiu de ler livros e dá-los a mim depois de os ler sem fazer nenhuma consideração. Castigo light, creio eu.

Cortei relações em definitivo, falei com ela por preocupação quanto ao pé uma outra vez e agora, essa semana, sentamos pra conversar. Sobre a troca de síndico do nosso prédio, amenidades, namoros e claro, sobre nós dois.

Ela me perguntando meio em afirmativa que eu não guardava mágoa de ninguém.

Acho que ganhei uma nova amiga.

***

Um metro e sessenta e cinco de sol,
e quase um ano inteiro os dias foram noites
noites para mim...
O girassol; IRA

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O melhor pra nós dois

Eu pedi muito mesmo ao Papai-do-Céu que me desse uma pessoa especial com a qual eu pudesse me casar e ter filhos. Constituir família. Que conhecesse meus medos e necessidades e que me apoiasse em todas as minhas decisões.

Ele me deu. Há sete anos. E esse anjo tornou-se referência para todos os meus relacionamentos futuros. Eu a perdi por idiotice e precipitação em cima de meus erros.

Por ser referência, acabou sendo um entrave, um fantasma de perfeição assombrando meus namoros futuros. E fraco, decidi me afastar. Comuniquei a ela que estava me fazendo mal e cortei relações em definitivo. E-mail, orkut, msn, telefone, o novo endereço eu nunca tive, então foi mais fácil estar em Vila-velha e não a procurar.

Quebrei o silêncio aqui. Me prometi não mencioná-la nesse blog. Mas hoje o faço.

Éramos duas crianças brincando, perdidos num paraíso sem fim de tardes a dois.

Com o consentimento da minha melhor sogra até hoje, ficávamos os dois num namoro gostoso, descobrindo o prazer e a sexualidade. Cada curva do seu corpo eu conhecia em minhas dedos, cada pelo em sua pele eu sabia bem o gosto. Um anjo moreno, virgem, com seios perfeitos, bunda na medida das minhas mãos e um sexo que era doce de tão bom.

Eu demorei mais de um ano pra admitir verbalmente que a amava. Insegurança, acho.

Amei. e no fundo, ainda amo.
* * *
Entre razões e emoções, a saída
É fazer valer a pena
Se não agora, depois, não importa
Por você, posso esperar
Razões e emoções; NX ZERO